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segunda-feira, 5 de março de 2012

Como "Aconteceu" Floripa

Bem, o que faz uma pessoa que mal corria os 6,5K, querer participar de uma Meia?

Olha, na época, foi o seguinte: num belo sábado de manhã, em janeiro, treinando com o pessoal, começou a conversa sobre qual era a melhor Meia do Brasil: Rio, Floripa . . . foi quando Léo gritou:

"A de Floripa é 17/06, no dia no meu aniversário! Vamos correr e comemorar. Vamos Roberto?"
"Cê tá maluco, não corro nem 10...."
"Então, está na hora de correr, pensar adiante, faltam 6 meses ainda"
"Hummm.... dá não...pra mim, não"
"Vamos, vai ser meu aniversário, a gente corre e depois vai comemorar"

Léo ainda estava noivo, e, do nosso grupo, apenas Marília havia feito a inscrição. E esse papo foi por volta de 15 de janeiro.

Já havíamos conversado alguns sábados antes sobre o assunto, mas dessa vez, o pessoal estava junto e começou a planejar (que é a parte fácil), opinar, e fazer a maior festa de como seria a viagem.

Desta vez, saí pensando com mais carinho na idéia. Peguei o carro, fui pra casa fazendo contas: se hoje corro X, elevado a Y, numa proporção de Z% por mês, quanto tempo levo para os 21K?

E achava tão louca a idéia, que até ria. Mas pensei: ora, se eu não correr 21 até lá, pelo menos participo, conheço Floripa (uma as poucas capitais que não fui ainda), ganho experiência para a próxima. Só que NÃO correr uma prova completa não faz parte do meu dicionário, então não era por aí.

Eu estava sendo castigado por uma dor nas costas (postura, mania de sentar no sofá todo largado, maneira de andar, correr, etc.) que estava atrapalhando os treinos. No de 24/12 havia corrido 6,6K, depois de alguns sábados sem conseguir, por causa da dor.

Então estava animado e confiante que eu ia com tudo dessa vez.

Entrei no site, namorei, olhei as passagens para conciliar tudo, e mandei ver! Em 30 minutos a inscrição estava feita e as passagens compradas. Até o hotel reservei (posso cancelar a reserva 24 horas antes, sem custo).

E então? Então que, do grupo, estão inscritos: Marília, Lorena e eu. Sim, nós 3, e apenas nós (que eu saiba, pelo menos).

E nesse meio tempo,  Léo casou, foi e voltou da Lua de Mel, e nada de se inscrever. Tem nada, não. Se ele quiser soprar mais uma velinha, é bom se apressar, porque ele que nem pense em não ir. 


Sonho de Uma Noite de Verão

Não sou uma pessoa quieta. 

Na verdade, bem agitado. Não que eu seja hiperativo, apenas gosto de novidades, estar em movimento, sabe? E umas das minhas manias, é acompanhar promoções de passagens aéreas para conciliar com viagens e, se possível, corridas.

E daí, que esse fim de semana a GOL fez uma promoção: você compra a ida, e volta por R$ 1,00. Interessante. E já procurei algum lugar para correr, aproveitando o embalo.

Bem, existem duas provas que eu gostaria de participar fora da Bahia, esse ano: a Golden Four da Asics (21K), considerada um exemplo de organização, e uma Moutain Do (http://www.mountaindo.com.br), que organiza provas em lugares de beleza inigualável e organização reconhecidamente competente.

Bem, a promoção da GOL vale até 30/04. E nessa data, só encaixaria a Golden Four de BH (01/04), fazer o que? E estava eu, todo animado (quando eu acho que tive uma boa idéia, eu simplesmente acho e pronto), vendo horários, preços, adrenalina a mil, quando...

Vamos contextualizar, antes de mais nada: 

Tenho uma Meia em Floripa 17/06 
Estou treinando para isso desde dezembro
Nunca fiz essa distância
Estou correndo 10K

Bem, voltando: eu queria ir pra Meia da Asics mês que vem. 

Minha consciência: Mas vamos correr a Adidas (10K) 25/03, e na semana seguinte você já quer fazer outra? Correr 21K? Você não está se programando para correr a meia em Floripa? Não acha que é exagero, não?

Eu acho, sim. Acho, não... até é exagero. Mas eu queria tanto . . .


domingo, 4 de março de 2012

Longuinho ("inho" mesmo) de Domingo

Bem, resolvi transferir o treino de sábado para hoje.

A planilha mandava 10K, a disposição idem. Como meu programa é progressivo no que diz respeito a distância, não posso me dar ao luxo de correr uma distância menor em dia nenhum, a meta é sempre crescente.

O pessoal que já faz meia, pode, a depender da época, objetivo ou proximidade de alguma prova, variar o volume de treino, mas quem está almejando uma meia pela primeira vez, não tem jeito: o ritmo é para cima e avante!

Hoje fui sozinho: Lorena é caxias com a planilha. O que está nela, faz certinho sem reclamar, mas basta surgir uma oportunidade diferente, que ela é resistente, acha que pode exagerar, se machucar, que compromete o treino seguinte, etc. E pelo que ela passou, acho que faz sentido esse receio. Ainda.

O sol abriu pra valer. As costas, apesar do remédio e da fisioterapia, insistiam em incomodar, o treino de ontem na praia cobrou o preço, e as pernas estavam um pouco "pesadas". Não gosto de correr acompanhado, conversando: prefiro ficar com minhas músicas e pensamentos. Mesmo quando corrermos juntos (Lorena e eu), cada um vai na sua, ouvindo sua seleção, eventualmente trocando alguma informação sobre até onde ir, ou quando dar meia volta. E acostumado que estou em correr com ela, hoje ficou meio solitário.

Assim, e por tudo, corri 8K, mas sem culpa, sabe? Com aquela sensação de dever cumprido, afinal a semana foi produtiva e, se as costas ajudarem, a próxima será ainda mais.

E vamos que vamos!

sábado, 3 de março de 2012

"Gordo" Num Piscar de Olhos

A vida é bela, mas, definitivamente, não é justa.

Veja como são as coisas: estava eu todo animado, depois de perder 13,5 kg, quando estacionei nos 85,5 kg. Aí, fiz meu dever de casa, fui à nutricionista, comecei o programa, e estava na casa do 84,3 (em uns 10 dias).

Tudo lindo, e eu sem pisar na jaca nos finais de semana (o que é permitido por lei e pela constituição). Rumo aos 83 kg!

Eis que o ser humano acorda com 84,7 e, depois de um café da manhã, um treino, almoço dentro do padrão, um cineminha, pipoca (pipoca, pode), um despretensioso café com uma irresistível poção de cassoulet (mais conhecida como dobradinha - eu sei, terrível, mas Lorena botou pilha, disse que "bicava" se eu pedisse...), vai para 86,4 kg.

Injusta a vida, não é? Poxa, eu treinei, dirigi, andei no shopping, gastei caloria pra caramba, e o que recebo em troca? 1 quilo e 700g.

Minha experiência mostra uma perda de 300g a 1,2 kg durante o sono. Ou seja, essa dobradinha só vai sumir lá pra segunda de manhã.

Sei, não, acho que vou correr amanhã, por via das dúvidas. Vou bater um papo com Morfeu, trocar uma idéia com ele pra decidir se me jogo com tudo no treino de domingo.

Êita, cassoulet que vai custar caro, esse...








Treino Funcional de Sábado

Como disse, hoje, não teve corrida (bem tem doido - e herói - pra tudo, não sei que alguém se aventurou a correr depois). 

Mas, o treino é sempre aguardado (e temos pelo menos 1 vez por mês) e necessário, seja porque ajuda no condicionamento, seja pelas atividades que complementam a corrida. Hoje, foi próximo ao Aeroclube (SSA/BA).

É sempre assim: todos aguardam ansiosamente, na hora, reclamam que não aguentam, e depois, saem felizes pensando no próximo.

O meu primeiro Treino Funcional foi pesado (para mim, pelo menos), e saí quase acabado. O de hoje senti menos (não sei...acho que foi a alimentação indicada pela nutricionista, porque, por causa do primeiro, acho difícil :-)  ).

Ulisses, Flávio a Alvinho, da Authentic Run,  prepararam a pista de tortura com toda dedicação.






Área pronta, hora de começar:







Dois circuitos, 3 repetições. Mais: pára-quedas e puxar o companheiro com elástico pela pista afora.






Hidratação, e mais 15 minutos de corrida pela areia dura. Essa parte eu acho bem interessante, pois você não deixa de praticar, e ainda corre descalço - volta a polêmica "correr calçado x correr descalço", ou "usar tênis convencional x usar tênis minimalista".

Fechando com uma partida de peteca que quase não termina, pois foi duro conseguir - por incrível que pareça - 30 toques. 







É, acho que nosso negócio é correr mesmo. Mas esses momentos são muito prazeirosos e produtivos. Na rua, quando treinamos, é que damos valor. Como falei no outro post: quem olha da rua, acha que é uma brincadeira só, mas desce e vem "brincar um pouquinho" ;-)

Bem, pessoal, agora é aguardar o próximo, e treinar, treinar e treinar, que tem uma Meia em junho, e o caminho é longo . . .




sexta-feira, 2 de março de 2012

Prova 25/03: 5 ou 10K?

Pessoal,

25/03 tem Circuito das Estações Adidas. Provas de 5 ou 10K no Jd. de Alah.

Para quem está começando, correr os 5K (ou trotar e andar), vale muito a pena. Pela experiência, e como incentivo para as próximas (são 4 ao todo, uma representando cada estação do ano). 

Esse ano, a meta é participar das de 10K em diante. Ano passado, foram 4 provas de 5 (Adidas Primavera e Verão, Track&Field e Braskem).






http://circuitodasestacoes.com.br





E aí, quem vai?





Treino Funcional: Vai Encarar?

Amanhã não tem corrida.

Em vez disso, o treino será funcional, na areia, na praia, com o sol que estiver presente. Quem olha de longe (já fiz muito isso), pensa que é só alegria, aqueles exercícios, equipamentos espalhados.

Mal sabem a dureza que é.... na primera vez que participei, me disseram que faríamos o treino e depois apenas "uns 30 minutos de corrida" (a planilha mandava 60). Pensei: "Legal, treinamos e ainda corremos". Quando terminou, nem a corrida na areia de 5 minutos deu pra fazer.

Mas faz parte, cada coisa no seu devido lugar, e tudo tem sua hora. E a hora, amanhã, é de treino funcional mesmo. 

Agora, domingo . . .








Musculação

Falando em musculação e seus benefícios, essa matéria pode interessar à mulheres que correm, ou pretendem começar.


Saiu na Revista W Run: http://wrun.terra.com.br/integra.php?id=201


Espero que gostem !










quinta-feira, 1 de março de 2012

Contusão, Força e Superação

Eu e Lorena começamos a correr em junho de 2011.

Logo no início, todos sugeriram fazer musculação também, para fortalecer os músculos e evitar lesões. Não fizemos.

1 mês e meio depois, Lorena começou a sentir dores no músculo da coxa. Continuou correndo mais uma semana, até não suportar mais (sabe aquela história de: "é só uma dor, vai passar?"). Foi no ortopedista que pediu uma bateria de exames. O problema não era no osso, e sim no músculo mesmo (lesão no quadríceps provavelmente devido ao esforço da musculatura enfraquecida).

Orientação: parar de correr, fazer hidroterapia 1 mês, voltar, repetir os exames, mais hidroterapia, voltar para avaliação, caminhar 30 dias, e só então, começar a trotar. Ou seja: 3 meses de molho.

Ela saiu do consultório toda murcha, coitada. Era de dar dó.

Fez a primeira sessão de hidro. Depois dela, a pessoa mais nova deveria ter cerca de.... 65 anos. Esse não era o problema, é que aquilo não combinava com o que ela esperava. O objetivo, além da saúde, claro, era voltar o mais breve possível. E nada indicava que seria mais rápido desta forma.

Primeira e última sessão. Não rolou, o pacote já estava até pré-reservado, mas não deu. No grupo, conversando com o pessoal, e lamentando, sugeriram procurar um fisioterapeuta, e indicaram um que já havia atendido alguns membros do grupo. Lá foi ela, toda quieta, reclamando que 3 meses ela não ia ficar sem correr, que não era possível isso, etc., etc.

Chegando lá, feita a avaliação, manipulação, e tudo o mais a que tinha direito, a previsão: 3 semanas para voltar, após mais algumas sessões. E não é que ela ia pro treino me acompanhar toda vestida como se fosse correr? 

Não faltou uma única sessão, fez os exercícios recomendados, segurou a onda, voltou sentindo um pouco até que a dor passou. Lindo !

20 dias depois, olha a dor na outra perna! Sem perceber, sobrecarregou esta, com medo da dor voltar na que estava machucada.

Não, não queriam viver sob o mesmo teto se isso acontecer com seu parceiro. Só que dessa vez a confiança era tanta no resultado, que a parada foi de apenas uma semana, e, embora tenha levado mais tempo para se livrar da dor desta vez, os treinos seguiram quase sem parar.

Pois, é, em setembro ela começou a musculação. Logo depois, eu também.

Resultado: não é que a danada, não raro, no ritmo dela, cumpre a planilha todinha, até quando tenho um dia daqueles e não vou até o fim? E quando vamos juntos, ela vai na minha planilha? Você vacila, ela vai, vai, te passa, segue, vai, e termina rigorosamente o treino. Só a ouço dizendo: "Vá mais devagar, pra não cansar", quando vejo lá está ela do meu lado, coladinha.

Todo cuidado é pouco e precaução nunca é demais, e aprendemos isso a duras penas.

Pior do que errar, é não aprender com os erros.




O Céu é o Limite

Quando eu era mais novo, bem mais novo (pequeno acho que nunca fui), eu queria ser cantor, tipo Michael Jackson, sabe? Aqueles shows pirotécnicos, um monte de gente participando, cantando com e junto de você. Mas, sinta o problema: até minha mãe (não são elas que nos amam acima de tudo e de todos?) dizia pra mim: "Filho, por que você não nasceu mais afinado?"

Me considero uma pessoa sensata, assim, dei por encerrada minha aspiração em um dia ser um artista.

Mas sempre gostei de música (não toco nada), cinema (na escola nem me escalavam para as peças), enfim, esse tipo de entretenimento, mas apenas como ouvinte/ expectador. E assim, muitos filmes passaram pela minha vida (na vida de todos, tenho certeza): De Volta Para o Futuro, Indiana Jones, Tubarão, Sexta-Faira 13 (ok, apelação, mas eu gostava), ....

Mas teve um, bem meloso, que me marcou, e quando corro lembro dele, não tem jeito: Rocky IV. Antes, lembre-se de que Rocky I ganhou o Oscar de melhor filme em 1976.

Sim, voltando: seu ex-adversário e agora amigo, morre no ringue (o russo Drago, mata-o) e ele decide lutar contra Drago na Rússia, e treinando lá mesmo, contra tudo e contra todos. Pois bem, enquanto ele treina numa cabana rústica no meio da neve, Drago treina na capital, com os melhores equipamentos. A edição é fantástica, comparando os treinamentos de ambos. E termina com ele no alto de uma montanha, com a sensação de dever cumprido. 






Sim, e daí? Bem, nada na vida é fácil, nada vem de graça, tudo exige suor e dedicação, surpresas muitas vezes desagradáveis acontecem, e vemos muita gente desanimar com uma contusão (sim, você ainda vai ter uma), um problema aqui, outro acolá, e, por pequenas coisas, deixam de viver boa parte da vida. E se tem uma coisa que dinheiro nenhum compra, é o tempo perdido, assim como um assento vazio num avião jamais será pago.

Então, pensar de forma mais ampla e acreditar que é possível, sim, dar a volta por cima e atingir seus objetivos, é o que faz a diferença entre o sucesso e o fracasso. Ter certeza que dá pra fazer mais e que só depende da gente, é o que nos leva a seguir em frente.

Imagine que você começa trotando 1 minuto e caminhando 4. E às vezes nem começa, pois acha que é muito esforço e que não vai conseguir. E descobre que já está correndo 30 min. direto, ou que alguém começou quando você pensou em começar, e está neste estágio. Aí descobre que é/ era possível.


Ou acordar com aquela preguiça de ir treinar, rolar na cama, decidir levantar e depois ficar feliz com a decisão que tomou.

E aí? Qual o seu limite? Qual o tamanho do seu sonho?






quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Eu Corro, Tu Pedalas, Ele Caminha.

Quando comecei a correr, apaga, volta. Um dia, há muito tempo atrás, eu comecei a caminhar.

E claro, caminhava na pista destinada a corrida. E ia feliz, todo compenetrado, me achando o máximo. Depois interrompi, e comecei a correr muitos anos depois, mas já falamos sobre esse começo.

Bem, o fato é que, quando passei a correr, percebi como atrapalhei os corredores na minha fase de caminhada. 


Porque, vamos considerar o seguinte: se você anda na pista de ciclismo, o que acontece? Só faltam atropelar você. Passam como um raio, buzinam, e não raro, até xingam - já aconteceu com vocês?


Mas, e se alguém caminha na pista de corrida? Não é de bom tom falar impropérios, lógico, nem essa pessoa será atropelada. Buzina não temos, certo?


Resumindo: perdemos o ritmo, desconcentramos, esbarramos sem querer, e até acham que somos nós os culpados. Mas, vamos lá: uma dúvida que me corrói a alma. Por que o ciclista anda no seu cantinho, e o que caminha não usa a calçada, deixando a pista para quem corre?


Será que eu estou sendo ranzinza ou radical demais? Será que só aqui em Salvador eu tenho esse problema? Semana passada dei uma corridinha em Maceió, e havia pessoas andando na via dos corredores, e sim, bicicleta também. Mas achei até um número pequeno de pessoas comparado com o que vejo aqui.


Bem, tenho que pesquisar mais, correr mais por aí.


Mas experiências são bem-vindas !

Uma Senhora Orla...

Eu gosto de Salvador. A cidade tem uma energia que não dá para explicar, só vivendo aqui mesmo, para saber. E não é pelo Carnaval, nem pelas festas (acho que passei da fase).

Pois é, mas, por mais bela que seja, a orla de Salvador fica a desejar - e como ! - quando comparamos com outras orlas. Tiraram as barracas, prometeram um novo projeto, e estamos até hoje sem barracas nem a beleza que nossa costa merece. Dá pra correr, mas com pistas interrompidas, que vão e voltam, estreitas aqui, esburacadas ali, enfim: sem estrutura. Quer correr? Vai pra calçada.

Passei o Carnaval em Maceió. Levei meu tênis, claro. E fui explorar a pista de corrida. Saindo do hotel havia um posto da Polícia Militar. 

"Amigo, boa tarde. Você sabe dizer quantos K tem daqui até o final da pista de corrida?"
" Uns 9 Km"
"Mas assim? Com pista de ciclismo e corrida?"
"Isso. Desse jeito"

E olha, isso do hotel para frente. Ainda tinha pista indo no sentido contrário. Considerando o que o policial respondeu, e imaginando uns 3K para trás, por baixo, temos 12K. Ida e vinda, mais de uma Meia Maratona !

E com uma pista assim (ciclismo e corrida juntas, algumas vezes se separando):







E o mar no mesmo nível:







E eu corri, de leve, meus 40 minutos, como mandava a planilha, às 12:30, num sol de queimar o couro (foi o horário que sobrou para quem viaja com criança). No final, o tempo deu uma trégua e até chuviscou.

Sabe quando dá uma inveja daquela orla?


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Equipe de Apoio: Os Anjos do Seu Corpo

Quando comecei a correr, não tinha idéia de que, um dia, iria ter tantas pessoas ao meu redor dando suporte à atividade.

Porque, as coisas vão acontecendo, e, como consequência, profissionais são necessários para nossa evolução.

Na assessoria esportiva, são cerca de 6 professores que se alternam nos dias e horários dos treinos: sempre temos 2 ou 3 por vez. 

Três meses depois de começar a correr, iniciei a musculação para fortalecer os músculos e prevenir lesões. Mais dois profissionais: o orientador, que monta o programa, e a professora, que acompanha os exercícios.

Corrida vai, corrida vem, aparece uma dor nas costas que me levou ao fisioterapeuta. Hoje faço sessões periódicas.

Depois de perder 13,5 kg, como mencionei nos primeiros posts, estabilizei meu peso, e, como aumentei o tempo/ distância dos treinos, procurei uma nutricionista para organizar a dieta, ter energia para treinar bem (tenho uma meia maratona em junho) e perder o peso que ainda teima em não ir embora.

Claro que essa é uma situação específica, e que varia de pessoa para pessoa, depende dos objetivos e estágio de cada um, mas eu diria que é um caminho quase natural para quem pretende se dedicar a atividade.

Acompanhamento esportivo, musculação, nutrição e, como os corredores bem sabem, uma hora vem aquela lesão que exige um acompanhamento dedicado.

E é bom saber que podemos contar com profissionais para nos ajudar nesses momentos, eles, cada um a seu modo, fazem a diferença!


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sim, Qual é o Melhor Tênis, Mesmo?


Eu juro: odeio aqueles artigos tipo: "10 dicas para se dar bem numa entrevista de emprego", ou: "Como perder a barriga em 5 passos".

E então, estou aqui falando de escolher o melhor tênis. Mas, antes de tudo, explico: o título é mesmo uma pergunta, não uma proposta de definir o calçado ideal. 

Ne verdade, até é. Porque o tênis ideal é aquele que você se sente mais confortável sem agredir o corpo no final de um treino ou uma prova. E ponto. Qualquer outra coisa que se diga, resvala nas opiniões pessoais, chutômetros, e por aí, vai.

Na minha primeira semana de corrida, usei um par que deveria ter uns 6 anos (por aí dá pra ter uma idéia de como era usuário de tênis). Nem para corrida ele era. Tomei uma bronca do treinador.

Saí, comprei um par de uma marca de renome, e fui, todo feliz, para minha corrida. 

"Roberto, tênis novo?". 
"Sim, comprei para treinar, 1a vez!". 
"Mas Roberto, esse modelo não é... assim... pra corrida, entende?". E me explicou tecnicamente os motivos, etc., etc.

Como bom aluno, fui pesquisar as marcas mais usadas: Asics e Mizuno. Nada de market-share. O que eu mais via nos pés dos corredores do meu grupo, fora dele, conversando aqui e ali.

Antes, uma ressalva: minha pisada é neutra levemente supinada, e não me guio por esse critério, uso modelos neutros/ supinados e até levemente pronados. As próprias classificações dos Guias de Tênis já estão mudando, como mostra o link no final do post.

Procura vai, procura vem, encontrei um modelo da Mizuno que achei interessante: o Prophecy. Ele me chamou a atenção pela tecnologia usada: placas separadas do solado que amortecem e fornecem impulso ao pisarmos. Para pessoas altas e mais pesadas como eu (1,85 e 85kg), amortecimento é a prioridade. Comprei, e não me arrependo nem um pouco: o amortecimento é ótimo. Sacrifica a estabilidade, pois é mais alto, e poderia ser mais leve, mas... 

Muitos corredores reclamam que os pés ficam distantes do solo, sem contato, etc. Para mim não é importante, calçados minimalistas não estão (ainda) nos meus planos.Uso esse modelo para treinos mais longos e provas.







Bom, agora eu já estava devidamente equipado. E satisfeito. Mas precisava de outro par, se não meu bom (e caro) Prophecy não duraria muito. Como não queria arriscar, nem gastar muito, optei pelo Mizuno Wave Creation12.










A tecnologia é semelhante (na verdade, o Prophecy é uma evolução dessa tecnologia), a placa não acompanha quase todo o tênis, mas o conceito é o mesmo. Gostei do primeiro, e gosto desse, que uso para treinos mais leves e curtos.

Continuei a procurar marcas que não fossem necessariamente, as mais conhecidas. Não haveria as voltadas apenas para corrida, ou que tivessem uma outra proposta? O que havia no mercado para se explorar? Encontrei 2 marcas americanas: Brooks e Saucony (na verdade, existem várias: K-Swiss, Skechers, Newton, só para ficar com alguns exemplos).

Pesquisei os modelos, escolhi alguns, até que recebi um e-mail de um site de produtos esportivos, com uma oferta tentadora: Brooks Trance9 por R$ 109,00. Comprei na hora.

Ele tem um bom amortecimento, é bastante confortável, não é pesado, e uso alternado com o Wave Creation12. Lá fora já existe o Trance11.






Alguns corredores do meu grupo usam o Saucony e gostam muito. Comprei o modelo Triumph8 (já existe o 9), e hoje, é o meu xodó: leve (cerca de 330g), ótimo amortecimento e boa estabilidade. Uso nos treinos longos. Como é novo, estou amaciando-o e tenho usado sempre que posso.









Como disse no início do post, o critério de tipo de pisada para determinar o melhor modelo, está sendo revisto por alguns guias, como é o caso da revista Runner's World americana, que publicou recentemente um guia onde usa outras variáveis. Vale a pena dar uma olhada: http://www.runnersworld.com/images/march-2012-shoe-guide-intro.pdf.

E aí? Qual o modelo preferido de vocês? E por que?


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Uma Breve Apresentação

Bem, introdução feita, vamos às apresentações.

Acho que uma experiência "comum" pode fazer outras pessoas se identificarem e perceberem que qualquer um pode começar e obter resultados rápidos e consistentes.

Então vamos lá:

Sedentário até os 41 anos, muito McDonald's no currículo (durante algum tempo, almoçava lá pelo menos 3 vezes por semana), comia o que dava vontade, bebia (embora pouco) quando e o quanto queria, achava academia um fardo, começou umas 4 vezes e nuca passou mais de 3 meses a cada tentativa. Eu era assim.

Uma pessoa que adora comer em restaurantes, lagartear em casa ou na piscina com uma cerveja ou roska na mão, tomar um bom vinho quando viaja.

E, entre amigos, sempre falávamos em começar uma atividade: tênis, natação, o que quer que fosse. Mas nada saía do papel. Claro, era mais cômodo assim.

Em 2010 fomos eu, Lorena - minha esposa - e um casal de amigos, para Santiago. Andamos muito, perdemos o fôlego passeando pela cidade e falamos mais uma vez em começar uma atividade. Não rolou.

Em 2011 nós 4 fomos para Buenos Aires. Andamos mais ainda. Uma bela noite, tomando um bom vinho acompanhado de queijos, voltamos ao assunto: temos que começar a fazer alguma atividade. Não queremos ter que parar de beber, usar sal, abdicar de alguns pratos daqui a alguns anos por problemas de saúde. MAIS: queremos ver nossos filhos crescerem e participar dessa evolução. E nada garantia que, com nossa vida, iríamos ter pique para isso.










Quando voltamos, na semana seguinte, procuramos uma assessoria esportiva. Aqui vale uma observação: para quem está começando (ou até para os mais avançados), uma assessoria é importante pois motiva, orienta, estabelece objetivos, fornece feed-back, permite troca de experiências. Acreditem, faz toda a diferença.

Eu não corria 2 minutos com meu filho no playground. Imagine iniciando num grupo de corrida. No início andando, depois trotando 1 minuto e andando 4, trotando 2 e andando 3,.. e assim começamos.

Bem, o negócio estava tão feio,  que levei uns 3 meses para correr direto. E aí já foram 30 minutos, depois 3K, 4K. Surpreendente quando olhamos para trás e vemos de onde saímos e o que conseguimos realizar. Impressionante.

Comecei correndo e tirando algumas coisas da minha dieta: Suspendi a cerveja (ficaram o vinho e a roska), gordura/ fritura e as sobremesas foram confinadas aos finais de semana; para compensar, continuou o café com açúcar após as refeições. 

Nesse ritmo, foram cerca de 2,5 kg/mês. 

Resumo da ópera: de junho, quando começamos, até dezembro, saí de 98,7 para 85kg,  calça de 48 para 42, camisa de XL para L. Só em um dia, foram 5 jeans embora. Ou entrava peça nova, ou tinha que ajustar o que podia ser salvo.

Minha idade metabólica, de 71 anos, caiu para 31. A gordura visceral, de 12, para 7 (índice máximo aceito). Só em 2011, participei de 4 provas, todas de 5K.

E assim, a coisa foi acontecendo. Hoje, corro 9 a 10K, já fiz a inscrição na meia de Floripa (21K) que ocorrerá 17 de junho, e tenho que chegar lá. Esse tem sido meu foco nesse momento.

Mas vamos ao que interessa, o cerne da questão: como se chega lá? O que nos mantém focados e ávidos por querermos sempre mais?

Eu penso o seguinte: Primeiro, você deve aceitar/ entender naturalmente que precisa ter uma atividade, depois, encontrar uma que você se identifique, possa ser incluída sem transtornos na sua rotina e lhe dê prazer. Com a companhia de amigos, esposa, marido fica mais fácil.

Num segundo momento, os resultados começam a aparecer (mais disposição, menos peso e barriga, novas amizades, etc.). Nesse momento, você tem o tangível associado ao intangível (menos propensão a doenças, redução nos índices críticos), e sente que a coisa está caminhando bem.

Então já pegou o gosto pela coisa e a vontade de evoluir surge naturalmente, como aquela prova que vira uma fixação, aquele tempo que teima em não baixar e por aí vai.

E você percebe que a atividade entrou e já faz parte da sua vida.

Captou?

Sejam Bem-Vindos, Corredores de Verdade !

Olá,

Bem vindos ao Corredores de Verdade!

Esse blog tem como objetivo aproximar os praticantes de corrida e motivar outros tantos a iniciarem uma atividade saudável, no caso, a corrida.

E mostrar quantos benefícios podem trazer uma atividade física e quanta mudança isso faz na vida de uma pessoa.

E sempre falando COM e DE pessoas que praticam a corrida sem objetivos profissionais, ou seja, pessoas como eu, você, e tantas outras que correm por aí.

A idéia é contarmos com contribuições de outros corredores, profissionais da área, darmos sugestões de equipamentos para que outras pessoas passem a conhecer e possam tomar uma decisão de compra com mais segurança. Além de saber o que há de novo no mercado.

Sempre um bate-papo informal, objetivo, com novidades quentes e troca de experiências.


Inicialmente, vamos entender o nome do blog: Corredores de Verdade.

O nome pode indicar que se trata de um blog para profissionais, o que é totalmente equivocado, até porque esse que vos fala escreve não é, nem tem pretensão de se tornar um. Assim, o nome tem sua origem no fato de que, para ser um corredor de verdade, basta a pessoa se identificar com a atividade, gostar, perceber os resultados e saber que é isso que ela quer por muitos e muitos anos.

Na minha opinião, é isso que faz de uma pessoa um corredor de verdade. Pensando bem, essa é a base pra qualquer atividade bem sucedida, mas essa é uma outra história.

Portanto, sejam bem-vindos e sintam-se em casa.