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sábado, 17 de março de 2012

Longão até a Barra

E fomos nós.

O combinado era sairmos do Jd. dos Namorados e seguirmos até o Farol da Barra. O pessoal da Authentic Run seguindo e montando os pontos de hidratação ao longo do percurso, a cada 2,5 km.

Saímos às 06:30 com sol prometendo aparecer bonito (e impiedoso). Prometido e cumprido.

Tandrilax e corretor postural, e seguimos eu, Lorena e Tiago com o pessoal (éramos uns 15, mais ou menos). O objetivo era fazer o percurso - cerca de 10K, então fomos devagar e sempre, nos colocando nas últimas posições.

As costas colaboraram, e incomodaram um pouco apenas, deu pra levar.

A planilha mandava 11K, mas o percurso mal chega nos 10, e como era um treino em sentido único e diferente, resolvemos nos permitir cumprí-lo pura e simplesmente.

Tem nada, não, semana que vem estamos "de folga" porque temos a prova da Adidas no domingo (que será nossa primeira de 10K), mas em seguida, rumo aos 12K!

Mas nada é perfeito: Lorena vem há meses ensaiando dar um mergulho depois do treino matinal, e hoje encontrou Cris e Raquel que realizaram esse sonho, o que deixou-a animada para a empreitada - e lá vou eu morrer numa lavagem de banco semanal...


Engraçado, quando minha planilha mandava fazer 6,5K, correr 5 era uma incógnita: se ia ou não conseguir (dia, tempo, alimentação, cabeça,...). Hoje, a cada início de 10/ 11K, penso no trajeto, se estou bem, se vou conseguir (a cada semana vamos além da nossa maior distância até então), por onde vou correr para não ficar monótono, etc.


Durante a semana, 50 ou 60 min, 7K, tudo tranquilo, as coisas vão se acomodando e só percebemos o quanto crescemos quando olhamos nossas planilhas.


E assim é o começo de um corredor: evoluindo lenta ou rapidamente, porém, acima de tudo, motivado e praticando, com vontade de fazer mais e melhor do que fez ontem.









Pegando Emprestado Algumas Palavras

Priscila corre conosco na Authentic. Semana passada, um quebra-molas sem pintura adequada traiu sua atenção e lá foi ela, coitada, direto pro chão. Foi batizada na atividade, como gosta de dizer.

Pois é: me mandou hoje um texo de Marcos Caetano, jornalista, colunista esportivo do Estado de São Paulo e comentarista  da ESPN Brasil, publicado na revista O2, que eu assino, mas ainda não havia lido.

São palavras que eu gostaria de ter escrito - que bom que alguém o fez - e achei extremamente pertinente. Compartilho com vocês. Valeu, Priscila, obrigado pela lembrança!

"É muito fácil ser corredor nos dias bons, com o sol brilhando, a temperatura amena, o corpo sem dores e o pulmão em dia. Mas o verdadeiro corredor é aquele que sai para treinar mesmo num dia ruim. E creiam, esses dias, assim como os corredores de verdade, existem. 

Correr com tudo a favor faz de vc um desportista, vá lá. É melhor do que ser um sedentário, disso não resta dúvida. Mas, para alguém merecer ser chamado de corredor, com toda a carga de luta e bravura que esta palavra contém, é preciso correr contra as adversidades, estejam elas onde estiverem. Às vezes o revés está em nós mesmos, no nosso físico: uma bela de uma canelite, um músculo que incomoda a cada metro percorrido, a lombar que reclama, a cervical que grita, o desconforto dos primeiros metros, a fadiga dos últimos etc. Outras vezes a adversidade nos cerca de outras formas, seja por uma agenda insana que nos parece roubar todas as horas livres para treinar, seja por meio de um problema de ordem pessoal. Não importa. 

O verdadeiro corredor é aquele que corre apesar de tudo isso, ou melhor, que corre por causa de tudo isso. Alías, o mais correto seria dizer que corre através de tudo isso. O trabalho exige que vc madrugue no escritório? Então passe a correr à noite. A família exige a sua presença em casa todas as noites? Sem problema: corra na hora do almoço. Está triste? Corra. Ganhou na loteira? Corra. Está se divorciando? Corra. Conheceu o amor da sua vida? Corra. Não do novo amor, mas para ele, por ele. Não importa qual seja o empecilho, não abra mão do seu treino. 

Muita gente diz que não consegue treinar nos ferriados, o que no mínimo é muito estranho. Ora, se sempre reclamamos que o dia a dia acaba nos roubando as horas que gostaríamos de usar para treinar, por que será justamente nos feriados é que fica difícil calçar o tênis e partir para o parque? Quem adota esse tipo de desculpa não pode, me desculpe, ser chamado de corredor. Assim, prezado leitor, no próximo dia ruim que surgir em sua vida, não deixe de correr. 

Eu gostaria que nenhuma pessoa que lê essas mal traçadas linhas, voltasse a ter um único dia ruim sequer nessa vida, mas, como todos sabemos, os danados dos dias ruins acabam pintando, mais cedo ou mais tarde. Quando isso acontecer, pense no seguinte: se vc sair para treinar, acabará saindo do episódio com um pequeno saldo. Qual? Poder bater no peito e dizer: "Apesar desse maldito dia ruim, hoje eu provei para mim mesmo que sou um corredor de verdade". Convenhamos, isso não seria nada mal. Ainda mais para um dia ruim."



Treino de Sábado

Acordando 04:30 para começar o treino de 10K 06:00. Ainda não consegui entender o motivo dos treinos acontecerem tãooooo cedo, mas...

Quem disse que a vida é fácil?

Pituba x Barra, e vamos que vamos!



sexta-feira, 16 de março de 2012

Circuito das Estações Adidas Salvador

A Adidas já liberou as datas da entrega do kit da prova de 25/03 (5 e 10k):

Agora é passar lá 23 ou 24/03, pegar o kit e correr (literalmente) pro abraço.


http://circuitodasestacoes.com.br/salvador/ssa-outono/#!ssa-informacoes/

E aí, quem vai?





domingo, 11 de março de 2012

Dívida Paga !

Ontem foi complicado: deveria correr 10K. Cheguei mais tarde no treino, sol impiedoso, e a dor nas costas que teimou em aparecer depois de iniciada a corrida.

Não é fácil, bagunça a programação e frustra quem se programa para "cumprir a meta". E assim, 10 viraram 5. Mea culpa, só minha, ninguém tem nada com isso. Tenho que entender, conhecer melhor os limites e alternativas, para poder dar a volta por cima. Mas que frustra, ah, isso, sim!

E assim fiquei o resto do dia, envolto com meus pensamentos, "amuado", refletindo sobre o que eu realmente quero, no que posso melhorar....afinal, fisioterapia, corretor postural, musculação, dedicação para mudar a postura tinham que dar resultado. Mas ainda não deram.

Ok, domingo é um novo dia, e.. quem sabe? Fiquei no meu mundinho pensando nisso. Não, não vou acordar cedo para correr: como já acordo cedo normalmente, deixa rolar, acordo e saio. Também não vou comer o prato de macarrão que costumo, na noite anterior a um  longão. Vou me alimentar e pronto. E não vou me obrigar a dormir cedo por causa disso, deu sono, vou pra cama. Simples assim. Tomei um relaxante muscular antes de dormir e outro ao acordar.

Nada de bermuda de compressão: somente o short de corrida mesmo. O corretor postural e pronto. E inaugurar o cinto de hidratação, porque 10K pedem uma água, né?

Dormi. Acordei 07:42, tranquilo. Sol/ nublado/ sol. Bem, whatever

Aipim, queijo branco, suco de uva, café pra dentro, e lá fui eu, com meus medos e reminiscências. Nem tinha pensando ainda onde iria correr, onde parasse estava de bom tamanho.

E fui, com um tempo nublado, chovendo um pouco, depois bastante, depois pouco, depois nublado (e eu rezando pra continuar assim). 5K concluídos, vem o sol pirraçando e desafiando. Nada das costas incomodarem. E, como diria o Capitão Nascimento: "aí parceiro, não tem quem segure mais". E o sol castiga. Mas tenho uma corrida 25/03, saída 07:30, não dá pra escolher, ou vai, ou vai.

Ora, quem já correu 9K, simplesmente segue. E eu fui, era uma dívida comigo mesmo. Seria bom correr como Ayrton Senna gostava: na chuva (ele sabia o que era bom), mas nem sempre as coisas acontecem como gostaríamos.

E lá se foram os 10.000 metros (assim, parece maior, né? rsrs). Terminei sonhando em dar uma caminhada, não via a hora de terminar. Cansou. O corpo me chamava de teimoso, reclamava, mas estava comigo o tempo todo.

Olha, teve uma hora que eu pensei que seria a última vez que fazia essa distância, estava enjoado.

E aí lembrei de Jacintho, um dos 3 maratonistas do nosso grupo, que conversando comigo uma vez, disse: 

"A gente tem que abrir mão de algumas coisas para correr uma maratona. Se sacrifica, termina esgotado, fica um tempo de molho, e pensa: 'Eu não vivo disso, não preciso disso, não sei porque faço isso, essa é a última'. Mas, quando termina, meia hora depois, me pego pensando: 'Quando é a próxima mesmo?' ".

Essa é a paixão pela coisa, a "cachaça" nossa de cada dia.

E não é que entrei no carro lavado de suor, doido pelo ar condicionado, saí pensando em não fazer mais os 10K, e 500 metros depois, passando por onde a Authentic arma a barraca aos sábados, olhei pra orla nublada novamente, e deu uma vontade de estacionar e fazer um treino regenerativo?

Acho é que somos todos doidos, deliciosamente e felizes doidos.

Domingo.... será um dia com gosto especial. 

Como disse Neil Armstrong ao pisar na lua pela primeira vez: "Este é um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade". Só que aqui, é o inverso, um pequeno passo para todos os outros, uma conquista significativa para quem chega lá. 

Pois é, barreira rompida, como disse Ulisses, ao mandar a planilha de março: "11 Km (ultrapassada a barreira dos 10Km) * Mente focada nos 21 Km". Mas isso, só semana que vem.

Dizem que o corredor só é, de fato, corredor, quando corre os 10K, antes disso, ele pratica (e eu já acho que quem corre regulamente seus 5K já pode se orgulhar), pois bem, mudei de categoria, rsrsrs.

Como diz Buzz Lightyear:  "ao infinito... e além".







Para finalizar, um assunto rápido: Observamos que, segundo as estatísticas do Google, temos visitantes dos EUA, Canadá, Alemanha, Rússia, Reino Unido, Filipinas, Suíça, Portugal e Suécia. Gostaríamos de convidá-los a participar, comentando e contando suas experiências. Fiquem à vontade, se preferirem, para escrever em inglês, dependendo da contribuição, nós traduzimos, ok?


quinta-feira, 8 de março de 2012

Mudança de Planos (ou aproveitando as alternativas)

Era para ser corrida hoje. Tudo certinho e programado, como tem que ser (ou deveria).

Mas a chuva que caiu sobre Salvador inviabilizou tudo. Quando chegamos, chovia muito, muito mesmo. E uma coisa é começar a chover quando você está correndo, outra, bem diferente, na minha opinião, é você sair do carro com aquele toró e começar.

Não dava. Hoje seria treino de tiro. Não rolou.

Na volta, pensamos: "Porque não vamos para a academia? Não deixamos de fazer algum exercício, e aproveitamos esse tempo que estava reservado para a corrida."

Fomos. 

E é aí que percebemos como a atividade está presente na nossa vida. Quase automaticamente, passamos de uma atividade para outra, como algo natural, que fizesse todo sentido para nós.

A chuva passou quando saímos da academia. Dava pra fazer nosso treino de 30 min. ainda, mas achamos mais prudente deixar para o longão de sábado, de 10K.

Sabe quando incomoda não ter feito nada ao final do dia? 


Pois é...


quarta-feira, 7 de março de 2012

Alimentação: As Bobagens que Fazemos

O bom de ser criança é poder errar à vontade. No máximo, ganhamos um castigo ou algumas palmadas.

Quando crescemos, a coisa fica um pouco mais complicada.

E quantos erros não fazemos na nossa vida... Quando comecei a correr, estava ansioso para perder peso (foram 13,5Kg em 6 meses). E aproveitava que estava praticando uma atividade física e queimando calorias, para ser bem rigoroso com a dieta. 

E esse rigor gerou tantos erros... Como estava perdendo peso de forma contínua (média de 2Kg/mês), achava que estava tudo bem, e que podia turbinar o processo. E considerava que, se eu comesse pouco (pouco mesmo) e continuasse correndo e fazendo musculação, minha perda seria maior, sem risco de ganhar nada do que havia perdido.


Alguns dias eu almoçava salada, outros, jantava 2 torradas com queijo branco, e assim por diante. Obviamente, nada mais errado, e que me custou boas dores de cabeça, como: tontura, dificuldade pra completar os treinos, falta de disposição, etc.


E, aos poucos, fui descobrindo o óbvio: a alimentação deve servir e ser adequada à atividade, para que possamos fazê-la corretamente. Desta forma, as coisas acontecem. Simples assim.


Até porque, a alimentação adequada faz com que os músculos se recuperem, ganhemos massa magra, e não falte energia para treinarmos.


No final do ano comecei um programa com uma nutricionista. A alimentação passa a ser em intervalos mais frequentes e algumas alterações são feitas na dieta (eu já estava bem disciplinado). Mas, por exemplo: nem sempre eu consigo ingerir tudo o que está determinado no café da manhã, o que mostra que dieta não é comer pouco, é comer certo.


Alimentando-se bem e corretamente, podemos praticar as atividades  sem deixar de perder peso. E isso não é mágica: é maturidade.


Afobação e desconhecimento nunca traz benefício a longo prazo. Atividade aeróbica é ótima para perder peso, aliado a uma alimentação adequada, então...  













terça-feira, 6 de março de 2012

Contagem Regressiva para os . . . 21K?

Pronto, agora não tem mais jeito.

Chegou a planilha de março. Treinos de variados tempos intercalados com tiros durante a semana (corro à noite) e longões aos sábados, numa proporção de + 1K a cada sábado.

Simples, quase simplório, certo? Na verdade, a janela entre minha decisão de participar da Meia de Floripa e a prova, permitia não só que eu atingisse a meta, quanto que a evolução pudesse ser gradativa e "tranquila".

Mas essa análise carece de algumas considerações e comentários, e essa é a diferença de ter o suporte de uma assessoria esportiva. 

A idéia era chegar na prova tendo feito pelo menos uma vez os 21, ou ter treinado até 17K, e não esticar muito na velocidade que estava comprometendo a distância. Assim, os treinamentos têm o objetivo de garantir o condicionamento e preparar o corpo para aumentar a distância sem focar no tempo. Pelo menos nesse momento. 

Quero chegar. Quero ter realizado a minha meta estabelecida 15/01, que era ter condição de correr os 21.

Quem está lendo esse post, na verdade, está acompanhando um começo bem light de alguém que não tinha atividade física alguma, e está se mexendo. 

Maratona? Não penso, não quero, acho que não tenho paciência (rsrsrs), exige muito sacrifício que, na minha opinião, não "casa" com o que quero pra mim. Bem, mas há 8 meses eu sequer cogitava correr os 21K. 

De qualquer modo, a Meia está de bom tamanho: melhorar o tempo já é um desafio e tanto.

Mas o ser humano é imprevisível - motivo pelo qual evoluímos tanto. Quem diria que eu, em junho do ano passado, correria "só" 8K porque o sol estava maltratando e as costas incomodando?

E Ulisses, da Authentic Run, calibrou, agora é comigo.

Vou mantendo vocês informados.






Tinha Tudo Para dar Errado, mas . . .

Reunião até as 18:05, uma chuva torrencial caindo em Salvador. Melhorou, peguei o carro, enfrentei um engarrafamento cruel, fiz o lanche da tarde no carro, cheguei atrasado na musculação.

Andei e corri na esteira, tipo fast food, menos de 5 min. Tive que terminar antes do horário para pegar Beto na aula de eucaristia. Deixei na casa da avó. Fui correr. Cheguei atrasado, claro, pouco antes do pessoal desarmar a tenda. E o treino funcional do sábado, os 8K de domingo e a musculação da segunda terminaram por fazer os quadríceps reclamarem.... ufa!, não tinha como dar certo. 

E para piorar, a dor nas costas rondando. Aproveitei e testei, pela primeira vez na corrida, o corretor postural que Lorena havia comprado na semana anterior. E quanta diferença! O objetivo dele, é fazer com que a pessoa relaxe as costas, diminuindo a tensão dos músculos, mas sem ficar curvado, o que pode levar a mais dores. 






Então resolvi dar uma chance. Mas antes, uma sugestão: use com uma blusa de compressão por baixo e a de treino sobre ele, caso contrário, ele pode machucar pelo o atrito com a pele.

Coloquei e relaxei, corri mais natural, deixando que ele fizesse a sustentação e cuidasse da postura. E corri tranquilo, sem dor, como há tempos não acontecia. 

A planilha mandava fazer 40 minutos (regenerativo). E missão dada, parceiro, é missão cumprida (quase sempre, pelo menos). Estava bem mesmo: liguei o piloto automático, e sem sentir as costas ou quadríceps, simplesmente fui. 

E o que tinha tudo para ser um dia com todas as probabilidades das coisas darem errado, tornou-se produtivo e com ótimas surpresas.

Melhor assim, né?



segunda-feira, 5 de março de 2012

Como "Aconteceu" Floripa

Bem, o que faz uma pessoa que mal corria os 6,5K, querer participar de uma Meia?

Olha, na época, foi o seguinte: num belo sábado de manhã, em janeiro, treinando com o pessoal, começou a conversa sobre qual era a melhor Meia do Brasil: Rio, Floripa . . . foi quando Léo gritou:

"A de Floripa é 17/06, no dia no meu aniversário! Vamos correr e comemorar. Vamos Roberto?"
"Cê tá maluco, não corro nem 10...."
"Então, está na hora de correr, pensar adiante, faltam 6 meses ainda"
"Hummm.... dá não...pra mim, não"
"Vamos, vai ser meu aniversário, a gente corre e depois vai comemorar"

Léo ainda estava noivo, e, do nosso grupo, apenas Marília havia feito a inscrição. E esse papo foi por volta de 15 de janeiro.

Já havíamos conversado alguns sábados antes sobre o assunto, mas dessa vez, o pessoal estava junto e começou a planejar (que é a parte fácil), opinar, e fazer a maior festa de como seria a viagem.

Desta vez, saí pensando com mais carinho na idéia. Peguei o carro, fui pra casa fazendo contas: se hoje corro X, elevado a Y, numa proporção de Z% por mês, quanto tempo levo para os 21K?

E achava tão louca a idéia, que até ria. Mas pensei: ora, se eu não correr 21 até lá, pelo menos participo, conheço Floripa (uma as poucas capitais que não fui ainda), ganho experiência para a próxima. Só que NÃO correr uma prova completa não faz parte do meu dicionário, então não era por aí.

Eu estava sendo castigado por uma dor nas costas (postura, mania de sentar no sofá todo largado, maneira de andar, correr, etc.) que estava atrapalhando os treinos. No de 24/12 havia corrido 6,6K, depois de alguns sábados sem conseguir, por causa da dor.

Então estava animado e confiante que eu ia com tudo dessa vez.

Entrei no site, namorei, olhei as passagens para conciliar tudo, e mandei ver! Em 30 minutos a inscrição estava feita e as passagens compradas. Até o hotel reservei (posso cancelar a reserva 24 horas antes, sem custo).

E então? Então que, do grupo, estão inscritos: Marília, Lorena e eu. Sim, nós 3, e apenas nós (que eu saiba, pelo menos).

E nesse meio tempo,  Léo casou, foi e voltou da Lua de Mel, e nada de se inscrever. Tem nada, não. Se ele quiser soprar mais uma velinha, é bom se apressar, porque ele que nem pense em não ir. 


Sonho de Uma Noite de Verão

Não sou uma pessoa quieta. 

Na verdade, bem agitado. Não que eu seja hiperativo, apenas gosto de novidades, estar em movimento, sabe? E umas das minhas manias, é acompanhar promoções de passagens aéreas para conciliar com viagens e, se possível, corridas.

E daí, que esse fim de semana a GOL fez uma promoção: você compra a ida, e volta por R$ 1,00. Interessante. E já procurei algum lugar para correr, aproveitando o embalo.

Bem, existem duas provas que eu gostaria de participar fora da Bahia, esse ano: a Golden Four da Asics (21K), considerada um exemplo de organização, e uma Moutain Do (http://www.mountaindo.com.br), que organiza provas em lugares de beleza inigualável e organização reconhecidamente competente.

Bem, a promoção da GOL vale até 30/04. E nessa data, só encaixaria a Golden Four de BH (01/04), fazer o que? E estava eu, todo animado (quando eu acho que tive uma boa idéia, eu simplesmente acho e pronto), vendo horários, preços, adrenalina a mil, quando...

Vamos contextualizar, antes de mais nada: 

Tenho uma Meia em Floripa 17/06 
Estou treinando para isso desde dezembro
Nunca fiz essa distância
Estou correndo 10K

Bem, voltando: eu queria ir pra Meia da Asics mês que vem. 

Minha consciência: Mas vamos correr a Adidas (10K) 25/03, e na semana seguinte você já quer fazer outra? Correr 21K? Você não está se programando para correr a meia em Floripa? Não acha que é exagero, não?

Eu acho, sim. Acho, não... até é exagero. Mas eu queria tanto . . .


domingo, 4 de março de 2012

Longuinho ("inho" mesmo) de Domingo

Bem, resolvi transferir o treino de sábado para hoje.

A planilha mandava 10K, a disposição idem. Como meu programa é progressivo no que diz respeito a distância, não posso me dar ao luxo de correr uma distância menor em dia nenhum, a meta é sempre crescente.

O pessoal que já faz meia, pode, a depender da época, objetivo ou proximidade de alguma prova, variar o volume de treino, mas quem está almejando uma meia pela primeira vez, não tem jeito: o ritmo é para cima e avante!

Hoje fui sozinho: Lorena é caxias com a planilha. O que está nela, faz certinho sem reclamar, mas basta surgir uma oportunidade diferente, que ela é resistente, acha que pode exagerar, se machucar, que compromete o treino seguinte, etc. E pelo que ela passou, acho que faz sentido esse receio. Ainda.

O sol abriu pra valer. As costas, apesar do remédio e da fisioterapia, insistiam em incomodar, o treino de ontem na praia cobrou o preço, e as pernas estavam um pouco "pesadas". Não gosto de correr acompanhado, conversando: prefiro ficar com minhas músicas e pensamentos. Mesmo quando corrermos juntos (Lorena e eu), cada um vai na sua, ouvindo sua seleção, eventualmente trocando alguma informação sobre até onde ir, ou quando dar meia volta. E acostumado que estou em correr com ela, hoje ficou meio solitário.

Assim, e por tudo, corri 8K, mas sem culpa, sabe? Com aquela sensação de dever cumprido, afinal a semana foi produtiva e, se as costas ajudarem, a próxima será ainda mais.

E vamos que vamos!

sábado, 3 de março de 2012

"Gordo" Num Piscar de Olhos

A vida é bela, mas, definitivamente, não é justa.

Veja como são as coisas: estava eu todo animado, depois de perder 13,5 kg, quando estacionei nos 85,5 kg. Aí, fiz meu dever de casa, fui à nutricionista, comecei o programa, e estava na casa do 84,3 (em uns 10 dias).

Tudo lindo, e eu sem pisar na jaca nos finais de semana (o que é permitido por lei e pela constituição). Rumo aos 83 kg!

Eis que o ser humano acorda com 84,7 e, depois de um café da manhã, um treino, almoço dentro do padrão, um cineminha, pipoca (pipoca, pode), um despretensioso café com uma irresistível poção de cassoulet (mais conhecida como dobradinha - eu sei, terrível, mas Lorena botou pilha, disse que "bicava" se eu pedisse...), vai para 86,4 kg.

Injusta a vida, não é? Poxa, eu treinei, dirigi, andei no shopping, gastei caloria pra caramba, e o que recebo em troca? 1 quilo e 700g.

Minha experiência mostra uma perda de 300g a 1,2 kg durante o sono. Ou seja, essa dobradinha só vai sumir lá pra segunda de manhã.

Sei, não, acho que vou correr amanhã, por via das dúvidas. Vou bater um papo com Morfeu, trocar uma idéia com ele pra decidir se me jogo com tudo no treino de domingo.

Êita, cassoulet que vai custar caro, esse...








Treino Funcional de Sábado

Como disse, hoje, não teve corrida (bem tem doido - e herói - pra tudo, não sei que alguém se aventurou a correr depois). 

Mas, o treino é sempre aguardado (e temos pelo menos 1 vez por mês) e necessário, seja porque ajuda no condicionamento, seja pelas atividades que complementam a corrida. Hoje, foi próximo ao Aeroclube (SSA/BA).

É sempre assim: todos aguardam ansiosamente, na hora, reclamam que não aguentam, e depois, saem felizes pensando no próximo.

O meu primeiro Treino Funcional foi pesado (para mim, pelo menos), e saí quase acabado. O de hoje senti menos (não sei...acho que foi a alimentação indicada pela nutricionista, porque, por causa do primeiro, acho difícil :-)  ).

Ulisses, Flávio a Alvinho, da Authentic Run,  prepararam a pista de tortura com toda dedicação.






Área pronta, hora de começar:







Dois circuitos, 3 repetições. Mais: pára-quedas e puxar o companheiro com elástico pela pista afora.






Hidratação, e mais 15 minutos de corrida pela areia dura. Essa parte eu acho bem interessante, pois você não deixa de praticar, e ainda corre descalço - volta a polêmica "correr calçado x correr descalço", ou "usar tênis convencional x usar tênis minimalista".

Fechando com uma partida de peteca que quase não termina, pois foi duro conseguir - por incrível que pareça - 30 toques. 







É, acho que nosso negócio é correr mesmo. Mas esses momentos são muito prazeirosos e produtivos. Na rua, quando treinamos, é que damos valor. Como falei no outro post: quem olha da rua, acha que é uma brincadeira só, mas desce e vem "brincar um pouquinho" ;-)

Bem, pessoal, agora é aguardar o próximo, e treinar, treinar e treinar, que tem uma Meia em junho, e o caminho é longo . . .




sexta-feira, 2 de março de 2012

Prova 25/03: 5 ou 10K?

Pessoal,

25/03 tem Circuito das Estações Adidas. Provas de 5 ou 10K no Jd. de Alah.

Para quem está começando, correr os 5K (ou trotar e andar), vale muito a pena. Pela experiência, e como incentivo para as próximas (são 4 ao todo, uma representando cada estação do ano). 

Esse ano, a meta é participar das de 10K em diante. Ano passado, foram 4 provas de 5 (Adidas Primavera e Verão, Track&Field e Braskem).






http://circuitodasestacoes.com.br





E aí, quem vai?





Treino Funcional: Vai Encarar?

Amanhã não tem corrida.

Em vez disso, o treino será funcional, na areia, na praia, com o sol que estiver presente. Quem olha de longe (já fiz muito isso), pensa que é só alegria, aqueles exercícios, equipamentos espalhados.

Mal sabem a dureza que é.... na primera vez que participei, me disseram que faríamos o treino e depois apenas "uns 30 minutos de corrida" (a planilha mandava 60). Pensei: "Legal, treinamos e ainda corremos". Quando terminou, nem a corrida na areia de 5 minutos deu pra fazer.

Mas faz parte, cada coisa no seu devido lugar, e tudo tem sua hora. E a hora, amanhã, é de treino funcional mesmo. 

Agora, domingo . . .








Musculação

Falando em musculação e seus benefícios, essa matéria pode interessar à mulheres que correm, ou pretendem começar.


Saiu na Revista W Run: http://wrun.terra.com.br/integra.php?id=201


Espero que gostem !










quinta-feira, 1 de março de 2012

Contusão, Força e Superação

Eu e Lorena começamos a correr em junho de 2011.

Logo no início, todos sugeriram fazer musculação também, para fortalecer os músculos e evitar lesões. Não fizemos.

1 mês e meio depois, Lorena começou a sentir dores no músculo da coxa. Continuou correndo mais uma semana, até não suportar mais (sabe aquela história de: "é só uma dor, vai passar?"). Foi no ortopedista que pediu uma bateria de exames. O problema não era no osso, e sim no músculo mesmo (lesão no quadríceps provavelmente devido ao esforço da musculatura enfraquecida).

Orientação: parar de correr, fazer hidroterapia 1 mês, voltar, repetir os exames, mais hidroterapia, voltar para avaliação, caminhar 30 dias, e só então, começar a trotar. Ou seja: 3 meses de molho.

Ela saiu do consultório toda murcha, coitada. Era de dar dó.

Fez a primeira sessão de hidro. Depois dela, a pessoa mais nova deveria ter cerca de.... 65 anos. Esse não era o problema, é que aquilo não combinava com o que ela esperava. O objetivo, além da saúde, claro, era voltar o mais breve possível. E nada indicava que seria mais rápido desta forma.

Primeira e última sessão. Não rolou, o pacote já estava até pré-reservado, mas não deu. No grupo, conversando com o pessoal, e lamentando, sugeriram procurar um fisioterapeuta, e indicaram um que já havia atendido alguns membros do grupo. Lá foi ela, toda quieta, reclamando que 3 meses ela não ia ficar sem correr, que não era possível isso, etc., etc.

Chegando lá, feita a avaliação, manipulação, e tudo o mais a que tinha direito, a previsão: 3 semanas para voltar, após mais algumas sessões. E não é que ela ia pro treino me acompanhar toda vestida como se fosse correr? 

Não faltou uma única sessão, fez os exercícios recomendados, segurou a onda, voltou sentindo um pouco até que a dor passou. Lindo !

20 dias depois, olha a dor na outra perna! Sem perceber, sobrecarregou esta, com medo da dor voltar na que estava machucada.

Não, não queriam viver sob o mesmo teto se isso acontecer com seu parceiro. Só que dessa vez a confiança era tanta no resultado, que a parada foi de apenas uma semana, e, embora tenha levado mais tempo para se livrar da dor desta vez, os treinos seguiram quase sem parar.

Pois, é, em setembro ela começou a musculação. Logo depois, eu também.

Resultado: não é que a danada, não raro, no ritmo dela, cumpre a planilha todinha, até quando tenho um dia daqueles e não vou até o fim? E quando vamos juntos, ela vai na minha planilha? Você vacila, ela vai, vai, te passa, segue, vai, e termina rigorosamente o treino. Só a ouço dizendo: "Vá mais devagar, pra não cansar", quando vejo lá está ela do meu lado, coladinha.

Todo cuidado é pouco e precaução nunca é demais, e aprendemos isso a duras penas.

Pior do que errar, é não aprender com os erros.




O Céu é o Limite

Quando eu era mais novo, bem mais novo (pequeno acho que nunca fui), eu queria ser cantor, tipo Michael Jackson, sabe? Aqueles shows pirotécnicos, um monte de gente participando, cantando com e junto de você. Mas, sinta o problema: até minha mãe (não são elas que nos amam acima de tudo e de todos?) dizia pra mim: "Filho, por que você não nasceu mais afinado?"

Me considero uma pessoa sensata, assim, dei por encerrada minha aspiração em um dia ser um artista.

Mas sempre gostei de música (não toco nada), cinema (na escola nem me escalavam para as peças), enfim, esse tipo de entretenimento, mas apenas como ouvinte/ expectador. E assim, muitos filmes passaram pela minha vida (na vida de todos, tenho certeza): De Volta Para o Futuro, Indiana Jones, Tubarão, Sexta-Faira 13 (ok, apelação, mas eu gostava), ....

Mas teve um, bem meloso, que me marcou, e quando corro lembro dele, não tem jeito: Rocky IV. Antes, lembre-se de que Rocky I ganhou o Oscar de melhor filme em 1976.

Sim, voltando: seu ex-adversário e agora amigo, morre no ringue (o russo Drago, mata-o) e ele decide lutar contra Drago na Rússia, e treinando lá mesmo, contra tudo e contra todos. Pois bem, enquanto ele treina numa cabana rústica no meio da neve, Drago treina na capital, com os melhores equipamentos. A edição é fantástica, comparando os treinamentos de ambos. E termina com ele no alto de uma montanha, com a sensação de dever cumprido. 






Sim, e daí? Bem, nada na vida é fácil, nada vem de graça, tudo exige suor e dedicação, surpresas muitas vezes desagradáveis acontecem, e vemos muita gente desanimar com uma contusão (sim, você ainda vai ter uma), um problema aqui, outro acolá, e, por pequenas coisas, deixam de viver boa parte da vida. E se tem uma coisa que dinheiro nenhum compra, é o tempo perdido, assim como um assento vazio num avião jamais será pago.

Então, pensar de forma mais ampla e acreditar que é possível, sim, dar a volta por cima e atingir seus objetivos, é o que faz a diferença entre o sucesso e o fracasso. Ter certeza que dá pra fazer mais e que só depende da gente, é o que nos leva a seguir em frente.

Imagine que você começa trotando 1 minuto e caminhando 4. E às vezes nem começa, pois acha que é muito esforço e que não vai conseguir. E descobre que já está correndo 30 min. direto, ou que alguém começou quando você pensou em começar, e está neste estágio. Aí descobre que é/ era possível.


Ou acordar com aquela preguiça de ir treinar, rolar na cama, decidir levantar e depois ficar feliz com a decisão que tomou.

E aí? Qual o seu limite? Qual o tamanho do seu sonho?