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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Floripa no Horizonte

Pois, é...

Em Janeiro, antes dos meus 10K, me inscrevi pra Meia de Floripa. Todo mundo animado, botando pilha, e eu precisando de uma meta pra evoluir.

Só que, quem ia trocou por outras provas, e Floripa ficou vazia. Minha passagem comprada, tudo certo, expectativa em alta,  prova plana e clima frio, não vou trocar por uma prova com subidas ou com tempo mais quente.

Depois de uma prova dessa bem feita, qualquer outra Meia será lucro. Apesar de estar em cima e ter mais tempo me parecer uma idéia simpática, vai ela mesmo com força e determinação. Se der tudo certo no treino de 16,8K amanhã, o céu vai ficar mais claro e a confiança maior. 

Isso tudo em exatos 12 meses de treino, do zero, do nada.... 

A seguir, cenas dos próximos capítulos.







quinta-feira, 17 de maio de 2012

Precisa Dizer Alguma Coisa?

Eu poderia escrever páginas sobre esse vídeo, mas, sinceramente, precisa?

Agradecendo ao Facebook e a Gaban, por ter compartilhado. Valeu !







Uma Triste Notícia de Alguém Que Não Conhecemos

Quem já leu, ou, como é meu caso, está lendo Nascido Para Correr (Born To Run, em inglês), conhece o personagem Caballo Blanco.

O livro conta a história de uma tribo (Tarahumara) que tem tradição de produzir excelentes corredores de longa distância. Com o Google, é fácil encontrar a sinopse do livro, por isso, não vou me estender nesse ponto. Estou gostando, realmente é muito bom: se houvesse uma versão em português para iPad já teria terminado (rsrs).

Pois bem, Caballo Blanco foi inspirado em Michael Randall Hickmanom, depois adotado o nome de Micah True (Micah, um profeta citado no Antigo Testamento, e True, um cãozinho com quem ele vivia), um ultramaratonista americano. Vivia de modo espartano e corria com a alma, porque o corpo já nem se importava mais.

Eu nem terminei de ler o livro, encantado com as proezas de Caballo, e recebo a revista O2 desse mês com uma reportagem de 6 páginas contando um pouco da vida dele e informado que, um dia (27/03/12) saiu para correr, não voltou e foi encontrado dias após, morto. Sim, dias mais tarde, pois ele corria por locais de difícil acesso.

Até o fechamento da edição, não haviam descoberto a causa da morte de Caballo. Mas nesse blog (http://rodolfolucena.blogfolha.uol.com.br/2012/05/11/requiem-para-caballo-blanco-lenda-da-ultramaratona/) já informam a causa: "... 
a autópsia recém-divulgada revela que ele tinha cardiomiopatia, um problema que afeta a capacidade do coração de bombear sangue para o corpo". Ironias da vida...



Sair para correr e não voltar, dormir e não acordar... se pudéssemos escolher nossa trilha final...


Descanse em paz, Caballo, que seu amor pela corrida ainda possa inspirar muitas pessoas.

Fica com Deus.








terça-feira, 15 de maio de 2012

Superação Rima com...?

Quando eu tinha uns 14 anos, lá no que hoje é o Ensino Fundamental, era tímido, desses que quando vai ao médico, dá bom dia na recepção, e espera passar despercebido.

Apresentação de trabalho era um suplício, uma tremedeira daquelas.

Um dia, tinha uma apresentação em grupo de história. Passei 2 dias estudando com um livro na mão pela casa. Sabia o assunto todo, mas ir pra frente, era outra coisa. E como. Tinha medo de não ser tão bom quanto meus colegas, de fazer a equipe  perder pontos por minha causa, essas coisas. Muita pressão e cobrança de mim, para mim mesmo.

No dia da apresentação, no palco, com meu grupo na frente da sala, percebi que alguns colegas, claramente, não haviam estudado absolutamente NADA. E levaram no "embromation", famosa "cara dura".

Aprendi, naquele dia, 4 coisas, analisando a minha e as demais apresentações:

#1: Você pode melhorar seus resultados em qualquer circunstância
#2: Sempre, e isso não deve ser conforto, tem gente pior que você
#3: Você vai encontrar alguém que pode superar. Sempre
#4: E, no seu caminho, outras tantas que estão em outro patamar e só nos cabe admirar, porque tentar chegar lá é perda de tempo

Mas isso não me fez menos tímido. Entrei na faculdade com esse "peso". Só que lá, ir na frente e mandar ver faz toda a diferença, pois quem menos corre, voa. E comecei indo "meio assim", umas vezes não havia me preparado bem, outras saía tudo bem. E assim, percebi que não tinha segredo, era uma grande bobagem ter medo de falar em público.

Isso fez uma grande diferença quando comecei a trabalhar: meu preparo, atualização nos assuntos da minha área, e como apresentava meus argumentos. Alguns anos depois, quis o destino que eu caísse na área de treinamento de parceiros da empresa na qual trabalhava. E treinamento de crédito para lojistas que detestavam quando negávamos propostas dos clientes. Já pensou no tamanho do problema? 

E assim foram mais de 5.000 pessoas treinadas, algumas turmas com mais de 150 pessoas, em lugares como Belém do Pará, Manaus, Brasília, e assim por diante. Rsrs... continuo reservado, na minha, mas entendo que temos que assumir diferentes papéis: quando estou trabalhando e tenho que visitar clientes, atender aqueles chateados por um motivo ou outro, na minha vida pessoal com minha família, como consumidor, etc. E é como deve ser.

Quando comecei a correr, já disse aqui, nem 2 minutos diretos conseguia. Domingo, foram 110 minutos. Em (bem) menos do que isso se faz uma Meia Maratona (não eu, claro). E olhamos para trás e pensamos em como perdemos tempo acreditando na impossibilidade do possível.

And that, as they say, is that.






Pera, eu não ia falar, mas não me contive: tem um filme (Rocky IV), onde, no final, Stallone, todo machucado (ele normal já é assim mesmo), após vencer uma luta contra um russo, na Rússia, fala um clichê água com açúcar de doer, que muita gente nem aguentaria assistir, mas eu adoro as músicas do filme e minha infância teve esse e outros tantos filmes, que, hoje, no esporte, fazem algum sentido.

Diz ele: "Eu vim aqui e vi muita animosidade. Agora, vejo pessoas me aplaudindo nesse estádio. E quero dizer, que... seu posso mudar... se vocês podem mudar... então todo mundo pode mudar". 

Poxa, eu sei que mais simplório impossível, mas filmes como esse já significaram tanto pra mim...  :-)

E aí, bora correr? Deixar os problemas pra trás?



domingo, 13 de maio de 2012

2/3 da Meia

Pois, é... depois de um tempo de molho por causa da virose, estava na hora de pegar firme, afinal Floripa está aí.

Hoje eram 14K, o que nunca havia feito antes. Mas, missão dada é missão cumprida. E Léo e Cris estavam com o firme propósito de treinar. Léo 18K, e Cris, 14K, assim como eu.

Saímos eu e Cris, mais tarde do que pretendíamos, e o sol estava firme e forte. Assim como nós. Não foi fácil, todo gole d'água era motivo para caminhar. É, sol não dá moleza, mas sempre quando pensava em jogar a toalha, lá vinha ela voltando para levar adiante. Como sempre digo: por uma questão de cortesia, não podia deixá-la só.

Na volta, no fim das forças, encontro Marcos ANDANDO. Importante esse status, pois ele correndo é um perigo. Reconhecidamente bom de corrida, se eu fosse com ele, no estado que estava, o mundo acabava. 

Faltando 1,5K, Cris lá na frente, volta com Léo, que grita: "Vamos, Roberto, vamos voltar e terminar". Olha, eu juro que bateu um desespero. O pessoal corre bem, e do jeito eu que estava, era morte certa. Mas estávamos cansados, e fomos "leve" (pra eles). E aqueles 1,5K finais estavam saindo a fórceps.

Cravados 14K (Cris se empolgou e foi até 15), agora é focar, treinar e entrar fundo no espírito, pois ainda faltam 7K pra Meia de Floripa.

E são essas coisas que ficam da vida: a água de côco no final, as fofocas, e o incentivo para não desistir antes da meta cumpria. Semana que vem, são 16,8K e só Deus sabe onde vamos parar...

Feliz Dias da Mães, com muita saúde e kms percorridos!





sábado, 12 de maio de 2012

Difícil....

Algumas pessoas da Authentic não comparecem muito aos sábados, pois gostam de sair na sexta.

Como não sou de ir pra balada, ou posso sair durante a semana pra jantar qualquer dia, acho que desde que comecei a correr não dei uma esticada na sexta. Ontem, em vez de comer uma massa no shopping, resolvemos dar um pulo no Municipal, restaurante (não muito)/ bar (bastante), point para dançar (claro).

Beliscamos, tomamos algumas roskas, saímos cedo (firme propósito de treinar no dia seguinte (sim, ainda era sexta).

Cansaço acumulado, mais as roskas, e quando vi, eram 06:00. Meu carro na oficina, tinha que pegar o de Lorena, que ia mais tarde pro salão, e eu esperando uma resposta da concessionária se o meu ia sair hoje (não saiu) . . . tudo junto e misturado. Nem sono eu tinha, mas kd animação pra correr com tudo isso?

Até aí, menos mal, sempre haverá domingo. MAS, e amanhã com o dia das mães? Acordo cedo, corro e volto para fazer algazarra? Lorena vai? Se for, os meninos ficam só? Ou deixamos eles em outro lugar? Nuvens negras ameaçam o treino de amanhã. E não poderiam, não posso me dar a esse luxo.

Como brasileiro não desiste nunca e é criativo pra caramba, vamos ver o que acontece.







terça-feira, 8 de maio de 2012

Quando não é Dia....

Sabe quando não é dia de fazer algo?

Pois, é, ontem foi assim. Chegamos, eu, Lorena e Viviane para o treino, depois da musculação e começou a chover. Esperamos. Esqueci o MP3 na academia - treino sem música. Parou a chuva. Começamos. O Gatorade que tomei assim que cheguei, indevidamente, pesou. As pernas doendo - corri sábado e domingo.

Como já era tarde, voltei pra pegar as chaves na barraca e não atrapalhar o pessoal. As meninas seguiram. Fui encontrar com elas, e nada... Pensei que estavam mais à frente.

Resolvi voltar para procurá-las. Calçada inclinada e escorregadia por causa da chuva, na meia volta patinei, uma, duas, três vezes..... chão direto, sem direito nem a pensar. Você SABE que vai cair, vai aos poucos, vê a queda, e não há nada que possa fazer. Chão.

E o pior de quando você cai, sem maiores problemas (sim, está doendo), são as pessoas que testemunham a queda, no caso, um corredor que parou solidário, e 2 porteiros. E mais: quando encontrei as duas, ainda tive que aguentar as gargalhadas. Uma falta de caridade para com o próximo. 

Não deu, parei ali mesmo. Vai a dica: calçada molhada é um perigo, as da Praça Aquarius, então, nem pensar.





domingo, 6 de maio de 2012

Comportamento: O Que Passa nas Nossas Cabeças


O comportamento das pessoas é algo que me fascina.  Em todas as áreas, usamos (ou deveríamos usar) as técnicas de observação de comportamento.

Um médico, para entender o que aflige o paciente, um arquiteto, para perceber o que é importante para o cliente, e propor uma solução adequada, um administrador de empresas, para argumentar e negociar melhor, entre tantas.


E alguns comportamentos são quase clichês: uma pessoa que lhe ouve com os braços cruzados indica que não está muito interessada na conversa, uma menina que mexe no cabelo, quer chamar a atenção de alguém, e assim vai.

E eu fico olhando as pessoas que passam durante uma corrida, e imagino no que estão pensando, o que vai na cabeça delas, que músicas estão ouvindo, quantos K estão correndo naquele dia, se já fizeram uma Meia . . . 


Muitas vezes vejo pessoas de cara amarrada, azedas mesmo, e penso se depois da corrida não vão se sentir melhores. Outras vezes,  vejo pessoas que estão com uma enorme dificuldade para fazer o exercício (algum problema na perna, idade avançada que lhes deixou muito curvada, etc.) ou mesmo sem um braço, por exemplo, e no entanto, passam com semblante sereno a despeito das dificuldades, e até mesmo sorrindo.


Quando corro, ao contrário de muitos, não fico remoendo problemas, nem penso neles, não tenho tempo para focar no meu treino e nos problemas ao mesmo tempo - não sou Dual Core -  por isso, penso onde quero chegar naquele dia, com qual rendimento, nas coisas que quero fazer depois do treino, e em tudo de bom que aconteceu no dia. Se algum problema entra e se aloja na minha cabeça, aquele dia está comprometido, não rendo bem.


Treino pra mim, não é triturador de problemas, isso eu faço durante o dia, trabalhando, ou em casa, procurando soluções. Treino é o momento onde quero me sentir bem, e portanto, hora de pensar coisas positivas: estou atingindo a minha maior distância hoje, estou fechando a semana mais produtiva que já tive, meu pace está melhorando e hoje vai subir,...


Então, cara feia vinda de mim, só de cansaço, mas muitas vezes me pego rindo de coisas que pensei e me trouxeram recordações boas... sabe quando você "a corda" e percebe que não se lembra no que pensou nos últimos 30 segundos? A cabeça simplesmente estava em algum lugar que nem nós sabemos. 

Assim, penso sobre as pessoas que passam por mim, tento imaginar e fazer um mapa de quem são, o que trazem na memória, o quanto estão dispostas a ouvir e tentar mudar para viverem melhor. E de como mudam quando estão numa prova, parece que não há espaço para esses reminiscências.











Dando Um Gás

Ontem eram 8,4K em 60 min. Fizemos 9K em 68 min. 

Hoje teve o treino de domingo, e não perdi a oportunidade de fazer um extra. Como corri ontem, seria um regenerativo. No último que fiz, foram 5K em 35 min. (9 Km/hora). Dava pra melhorar.

Resolvi puxar um pouco mais e ver em quanto conseguia baixar esse número. O tempo nublado e frio ajudou (o sol castiga mesmo). Correr próximo ao mar renova as energias e dá um ânimo inexplicável. 

E assim foram 5K em 31, 26 min. (9,6 Km/h). A meta hoje, é aumentar a distância, então a velocidade está em segundo plano. Depois dos 21K, como não tenho pretensão de fazer uma maratona, vamos trabalhar melhor o pace.

Adoro sair sem compromisso e poder aprontar... 













sexta-feira, 4 de maio de 2012

Botão Mágico II (ou Lições de Um Leigo)


Quando postei o Botão Mágico, tive um retorno interessante das pessoas, seja pelo FaceBook, Twitter e conversas mesmo. O que me fez pensar no quanto, de fato, esse assunto interessa às pessoas de modo geral, e, em particular, aos que querem perder peso (como se alguém não tivesse esse desejo). 

E fico imaginando em quanto as empresas ganham vendendo sonhos (vai aí minha veia de Adm. de Empresas com MBA em Marketing), pois na verdade, toda venda parte de uma proposta de valor, onde um benefício é oferecido (no caso a empresa vendedora) em troca de algo (dinheiro, tempo, etc.) do "comprador". E nesse afã de perder peso, mudar o nariz, levantar os seios, endurecer as nádegas, não usar mais óculos, consome-se tudo e mais um pouco, que for oferecido. 

Se não der certo, a culpa é SUA, que não fez como orientado, não é assim? Isso se você sobreviver pra contar a história.

E fico pasmo, porque além de nunca ter me sentido tão mal a ponto de ter que recorrer a esses "milagres", quando precisei, fiz meu dever de casa e as coisas aconteceram.

Se a pessoa tem um corpo feio, não simétrico, nem perdendo peso vai achar o resultado satisfatório. Mas se o problema é apenas a perda dos quilos extras, recorrer a fórmulas milagrosas é, no mínimo, preguiça.

Um dia estava conversando com uma moça que reclamava do peso. Disse ela: "Perdi uns 4Kg, fiquei um mês sem comer quase nada, só salada e sopa". Bem, assim até o Rei Momo perde, mas vai viver assim. E mais: ela queria perder peso sem ter que mudar nada na vida dela. Nada de exercício, nada de mudar os hábitos (porque, depois desse tempo, com certeza vai voltar a comer - óbvio - e engordar).

Então, sem ser profissional da área, e nem de longe querer ensinar coisa alguma, aqui vai o que aprendi:

# Matemática. O entra e sai. Todos nós gastamos calorias durante nossas atividades diárias, e ingerimos outras tantas. O que entra, tem que ser menor do que o que queimamos.
Se você faz algum exercício, perde mais calorias e emagrece. Se além  de fazer exercício muda a alimentação, perde mais e mais rápido. Se apenas muda a alimentação será sedentário, mas vai perder algum.

# Perder peso não significa comer pouco, e sim, comer de forma inteligente. Quando comecei meu programa com a nutricionista, não aguentava comer tudo o que podia no café da manhã. E mesmo assim, emagrecia. De nada adianta comer pouco, mas comer os alimentos errados (muita gordura, etc.).

# A alimentação é fundamental se você pratica uma atividade (se não pratica, deveria). Ela fornece energia e faz você conseguir fazê-la bem. Se você não se alimenta adequadamente, não consegue realizar seus exercícios, e, portanto, perder peso. Já cheguei a almoçar apenas salada e, à noite, não conseguir  terminar o treino de tontura e fraqueza. Me alimentando corretamente, faço meu programa tranquilo, e ainda perco peso. Acredite, funciona.

# Em atividades intensas queimamos muitas calorias, o corpo fica exausto. Para suportar, é preciso se alimentar corretamente antes de depois, para o corpo se recuperar. Muita gente aproveita a perda de peso que a atividade proporciona, e não se alimenta como deveria,  para manter o peso. Além do corpo não se recuperar, ainda corremos o risco de perder massa magra (músculos). E você não quer malhar tanto pra perder músculos, quer?

# Água sempre e a toda hora. Além de hidratar o organismo, faz com que o corpo se mantenha ativo, sem entrar em stand-by, e portanto, queime mais calorias. Ou seja: água emagrece. Ainda não bebo meus 3 litros diários, mas estou tentando.

# Alimente-se em intervalos pequenos entre uma refeição e outra. Basicamente, pelos mesmos motivos acima citados. Acredite: eu nunca consideraria isso, uma vez que passo a maior parte do dia na rua. Minha vida é meio doida. Mas consegui. Ganhei uma lancheira térmica da minha esposa (infantil, da NUK), e levo-a no carro. Na hora do lanche, pego, como, e vou em frente.

# Pise na jaca. Está fazendo tudo certinho? Exercício, nutrição, etc.? Dê um presente a você mesmo. No final de semana, tome sua cerveja, coma uma feijoada, enfim, seja feliz. O corpo bem tratado, responde com gentileza.

E pronto. Mexa-se, exercite-se, tente, teste, se dê uma chance. Faça sua parte, porque Deus nenhum vai lhe ajudar se você não fizer por onde. Nem cirurgião plástico. Ou você acha que aquelas beldades da TV são como são, porque têm dinheiro e os melhores profissionais ao seu lado? Elas que não malhem e tomem cuidado com a dieta, que nem Pitanguy resolve.

O que comer, quando comer, com o que comer, depende de cada um. Um nutricionista vai ajudá-lo (e muito).

Encontre a atividade que lhe dê prazer, e vá em frente!







Botão Mágico


É engraçado como as pessoas que querem perder peso sonham com a fórmula mágica: um "botão" que apertam e o excesso de peso vai embora.

Sim, porque só um dispositivo assim para perdermos rapidamente e sem esforço, os quilos que nos incomodam.

E o que muitos, por incrível que pareça, não sabem, é que, com apenas um pouco de disciplina, as coisa acontecem. O problema, é que existe uma concepção de que dá trabalho, quem está acima do peso não consegue perder em pouco tempo.... e preguiça mesmo.

Porque, se você faz sua parte, o corpo faz a dele.

Quando comecei a correr, queria deixar de ser sedentário e perder peso, mas acreditava que essa perda seria pequena e demoraria, então não criei expectativa. Mas, 3 meses e 7Kg a menos depois, me fizeram ter uma meta real e acreditar que dava para ir bem mais além. No final do ano, tinha queimado 13 Kg. Apenas correndo assiduamente, e mexendo em poucas coisas na alimentação: suspendendo cerveja no começo, sobremesas apenas nos finais de semana e cortando fritura e gordura. Nada que agrida tanto assim nossas vidas.

Teria sido mais rápida essa perda, se tivesse uma dieta correta, que incorporei no início do ano com uma nutricionista, mas acho que tudo teve sua hora. Já se foram 16 Kg, e tão importante quanto perder peso, é aprender o que não fazer

Comece já, acredite nos resultados, faça sua parte, que seu corpo, com certeza, vai fazer a dele. Não existe estímulo maior do que ver os resultados acontecerem.

E viva a vida. Nada é proibido, desde que não seja todo dia, se você faz por onde. O corpo se acostuma com os exercícios, e o metabolismo ajuda, basta dar o primeiro passo.








Voltando....

Quarta (02/05) foi o dia de retornar pra valer, à rotina de treinos. Depois de 2 semanas em marcha lenta por causa de uma virose e da agenda apertada, onde devo ter feito no máximo 3 dos oito treinos, era hora de recomeçar.

E como todo retorno, foi sofrido. Cada exercício (ontem musculação) era um martírio, contava cada série ansioso para terminar, exercícios que fazia tranquilamente, reduzia as repetições, e por aí, vai. Enfim, era um fardo pesado, afinal o o corpo estava desacostumado e os dias parados ajudaram. Mas era retomar ou retomar.

Ontem, volta à corrida. Foram 40 minutos para voltar ao ritmo. Bateu um cansaço maior que num dia normal de treino, mas deu pra levar. Retomar é fundamental, pois aos sábados tem longão e o corpo precisa estar preparado. 

Mas não está sendo fácil. 



domingo, 29 de abril de 2012

Day After

E o treino de ontem cobrou o preço.

Não teve jeito: nem panqueca (proteína da clara do ovo), Whey, almoço, nada. Bateu uma fraqueza, um sono... resisti pela manhã com uma panqueca e a Whey, pela tarde com o almoço, dormi no cinema com os meninos, e de noite, nem jantar nem nada, foi cama direto.

O que mostra que não era pra acontecer o longão. Estou começando a achar que essa gripe na verdade, foi uma bela de uma virose - no caso, pagou todos aqui em casa. E muita gente caiu mesmo, pelo que conversamos por aí.

Mas está terminando, está no fim.

Que não sirva de exemplo, mas com essa brincadeira, lá foram cerca de 2Kg. Fui, pela 1a vez, abaixo da meta de peso estabelecida. Mesma alimentação (um pouco comprometida à noite), e menos treino, mas uma perda constante.

Que pelo menos deixe algo positivo, e que se mantenha assim.

Não, não está assim (kkkk):




Mas também NUNCA esteve assim:






Melhor continuar assim:






E vamos em frente, pois pra frente é que se anda....



Retorno Light


Essas duas últimas semanas foram difíceis. Semana retrasada só treinei um dia, porque a gripe veio pesada, e na passada, a correria do trabalho e o resto da gripe só me deixaram um dia livre. Mesmo assim, foi um treino duro, ruim, puxado.  E foi justamente num dia de ladeira.

Então, estava na hora de voltar aos trabalhos. Como na semana passada não fiz os 14K, pois a gripe não deixou, esse sábado eram 8,4, mas resolvemos manter os 14. 

Acontece que começamos às 07:10, o sol não deu trégua, o corpo ainda estava se recuperando e esses dias sem treinar, cobraram, logicamente, o preço. Na Authentic, Flávio sugeriu que fizéssemos um regenerativo em função dos dias sem treinar, mas apostamos no longão, bem light.

Saímos do Aeroclube rumo ao quartel de Amaralina, ida e volta, que totalizam 13K, e ajustaríamos o km final na volta. Eu, Lorena, Tiago e Viviane.

Mas começou arrastado, corpo duro, pernas pesadas, aquele sol sem uma única nuvem no céu. Quando chegamos em Amaralina (5K), paramos para alongar e tínhamos que resolver se iríamos em frente até o quartel, ou se voltávamos dali. Decidimos seguir. Mas estava difícil: qualquer limpeza nos óculos, ou água, era motivo para andar um pouco.

Na volta, arrastando, decidimos chegar nos 10K e caminhar o restante. Já havia acabado a água, o Gatorade, a paciência e as forças.

Não vejo a hora de voltar ao ritmo, e seguir firme nos treinos rumo aos 21K ! 



domingo, 22 de abril de 2012

A Epopéia do Garmin

Já contei sobre o problema que tive com meu Garmin Forerunner 610Na verdade, problemas, pois tanto o meu, quanto o de Lorena apresentou problema.

Conforme contato, enviei o meu Garmin para eles pelo FedEX. Demorei um pouco para fazê-lo, pois era formulário que não acabava mais, por causa de Receita Federal. Ele foi recolhido em Salvador 02/04/12, e ficou no Brasil até 09/04, quando foi liberado pela Receita para envio aos EUA. 

E como as coisas funcionam quando o governo ajuda! Partiu do Brasil 09/04 e no dia seguinte, já estava na sede da Garmin! Como ela havia me dito, problemas como o meu não são reparados, e sim substituídos. E assim, aconteceu. Cerca de 7 dias úteis após, a DHL já estava me ligando para informar que estava com minha remessa em Salvador.

Eu enviei apenas o relógio, sem cinta, transmissor, nenhum acessório, e eles mandaram um novo com TODOS os acessórios, como comprado em loja:






O problema, é que, só de imposto de importação + ICMS, foram R$ 730,00. Se considerarmos que um no Mercado Livre (sim, porque na loja é covardia comprar), o preço varia de R$ 990,00 a R$ 1.200,00, pode parecer pouco, mas eu já havia pago o preço de um novo, logo, o valor ficaria proibitivo.

E nesse meio tempo, compramos um Polar RCX5. Assim, além de não precisar de outro, não compensava financeiramente. Ofereci a Tiago, primo de Lorena, que pagasse a importação e frete e ficasse com ele, o que, nesse caso, é um bom negócio.

Resumo da ópera: atendimento da Garmin, nota 10, burocracia e tributos brasileiros, 0. E ainda tenho mais um modelo danificado, que vou fazer um orçamento em S.P. e, se não valer a pena, ou vendo com a avaria, ou mando para os EUA (a Garmin já disse que posso enviar), e alguém assume as despesas.

Continuo achando o Forerunner 610 um excelente equipamento, mas, para mim, ele tem um problema de projeto que faz com que a pulseira se solte, o que pode fazer com que o usuário o perca ou danifique durante o treino. Esse modelo substituído que recebi, por exemplo, quando tirei da caixa, tive que apertar a pulseira, e a estrutura de aço interna começou a aparecer.

Quanto ao problema no meu display, fico com a tese de que foi um azar.

Uma pena, afinal a Garmin é uma das poucas que oferece um aparelho com GPS integrado, o que não acontece com a Polar, por exemplo, que precisa de um acessório externo, no meu caso o G5.

Nessas horas dá uma inveja do american way of life....



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Não é Bem Assim

Quando conto aqui dos meus desejos, seja das provas que quero participar e de quão rápido quero evoluir, além da vontade de ir além nos treinos, muita gente vem conversar comigo, alguns preocupados que eu exagere e ganhe uma lesão, outros sugerem que vá mais devagar, além, claro, das "chamadas" que recebo por não cumprir a planilha.


E quando falo muita gente, quero dizer bastante mesmo, cada uma com uma experiência ou conselho para dar. Palavras de carinho, incentivo, preocupação, feed-back.


Léo, Cris e Madson, que acham que a evolução foi muito boa, e não tem porque forçar mais, Priscila, que prefere ir devagar na evolução, para manter o  bom pace e sugere ser mais comedido, Lorena, que, pelas 2 lesões é ainda mais conservadora e trata a planilha de maneira professoral, Ulisses, que perdeu as contas de quantas vezes me perguntou se eu ainda queria receber as planilhas, uma vez que segundo ele, eu não as cumpro (pensa ele).


Tem, claro, o outro lado: aqueles meio malucos que vão junto, como Viviane e Tiago. Mesmo Lorena, que quando está bem e animada, extrapola o programa.


Mas, vamos colocar em perspectiva. O que é extrapolar? Quanto isso pode ser considerado desobediência?


Por exemplo, sábado passado, eram 12K, fiz 13. Achava que podia, queria ir mais rápido rumo à Floripa, e aconteceu. Minha meta eram 14K, mas resolvi parar nos 13. E daria tranquilo.

10/03, seriam 10K, fiz 5. Assim, no dia seguinte, fui sozinho fazer meus 10K. Alguns domingos, quando a Authentic programa um treino, eu vou.


Entende? Queria eu, extrapolar tanto assim, para merecer os puxões que recebo. Por que, na verdade, uma lesão pode ocorrer aos 8, 12 ou apenas nos 15K, não existe uma regra mágica que determina O ponto ideal (e é nisso que me seguro). Dois dias de treino seguidos? 1 ou 2K a mais? Sabe?


Sim, claro, é preciso entender o conceito - e importância - de um programa. Não é o Km a mais, e sim a atitude com relação à disciplina. Quando comecei a correr, sofri muito antes de chegar nos 2K, achava que não chegaria nunca nos 5K. Quando atingi a marca, veio a dor na costas que me fizeram patinar nos 6K por muito tempo. Era sofrível começar sem saber se iria concluir o treino. Mesmo os 10K foram instáveis. 

Agora que as costas não ameaçam mais como antes, é como eu queria estar desde o início, e, se isso acontecesse, evoluiria mais rápido, mas a vida não é exatamente como queremos, e sim como ela de fato, é. Mas tanto treino assíduo, musculação, fisioterapia, tinham que resultar em crescimento consistente, não é?


Por isso, é como se eu corresse atrás do tempo perdido até chegar nos 21K. Aí, fico na minha, administrando os treinos, trabalhando para ser liberado pra fazer meus longões seguidos, e para melhorar o pace. E serei feliz com as minhas 2 Meias anuais.


Ou até quando aparecer algum negócio interessante. . . tem uma tal de Comrades, a da Muralha da China. . . brincadeirinha.



E aí, bora correr?









Molho Forçado

Semana ruinzinha, essa. 

Segunda, terminei a musculação tarde, tinha um aniversário, nada de corrida. 

Terça, tudo certo. 

Quarta cheguei tarde na musculação, nada feito. 

Quinta, gripe feroz, cama. 

Sexta, nada de musculação também, a gripe piorou. 

Sábado idem. Molho total.

Mas, para frente é que se anda, começa uma nova semana, e vamos dar a volta por cima.







quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Treino Que Nunca Aconteceu

Quando eu corria 5K, quase indo pros 6,5, conversando sobre lugares alternativos para corrermos, me lembrei que, quando tenho que enviar algum documento urgente pro pessoal em Fortaleza, mando pela TAM, serviço próximo vôo, que chega até 12:00 do dia seguinte.

Para chegar lá, tenho que ir ao galpão de carga onde fica a TAM, GOL Log, e Correios. E para isso, pega-se uma pista onde quase não passa carro, uma leve descida (ou subida vindo dos galpões) com acostamento ideal para uma pessoa, com folga, em ambos os lados. Um dia, marquei a distância desse "tapete de corrida": 5,5K ida e volta, ideal para meu treino naquele momento!

Obviamente, me veio à mente essa opção quando pensamos em treinar num lugar alternativo.

Surpreso, o pessoal começou a perguntar como era, coisa e tal, achando estranha e inusitada a sugestão. E as críticas foram avassaladoras: 

" Perto do aeroporto? Não é muito longe, não?" 
" Quase não passa carro? Acho meio perigoso..."
" Tanto lugar mais perto e com uma vista melhor..."

De tanto criticarem - até dentro da fronteira doméstica - fui deixando o sonho para a semana seguinte, depois a outra, e a outra... E um belo dia, treinando 10, 12K, me peguei pensando em como ia fazer meu treino de sábado num percurso de 5,5 sem dar várias voltas, coisa que detesto.

Ou seja: perdi o timing do meu treino e não vejo mais sentido, hoje, em fazê-lo. De qualquer forma, deixo um vídeo para que vocês vejam como eu tinha razão (ou não):










quarta-feira, 18 de abril de 2012

II Sessão Científica do DEFIC

Pessoal,

Acontece amanhã, quem se interessar, ainda dá tempo: